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Aprendizagem Infantil – Descobertas científicas e novas formas de aprendizagem

on Wednesday, 28 March 2012. Posted in notes

Descobertas científicas ajudam na estruturação de novas formas de aprendizagem infantil.

Descobertas científicas ajudam na estruturação de novas formas de aprendizagem infantil.

A rigor, a vida de uma pessoa saudável é uma sequência constante do ato de aprender. A propósito, a Ciência já nos permitiu comprovar que começamos a exercitar nossa capacidade de aprendizagem ainda no ventre materno. Isso acontece (e acontece mesmo!) porque é o nosso cérebro o reitor, o supremo regente, de todas nossas ações, sejam elas conscientes ou inconscientes.

Todavia, esse fabuloso conhecimento (a respeito do funcionamento do nosso cérebro) – por sinal, conhecimento adquirido pela humanidade há apenas algumas décadas, não está ao alcance da maior parte da população mundial. Ao menos por enquanto.

A explicação para essa realidade é simples e decorre, principalmente, de dois fatos:

  1. O primeiro, porque o conhecimento científico em relação às incríveis propriedades do cérebro humano está apenas no começo;
  2. O segundo, porque no instante em que escrevo este artigo, a população mundial está próxima da casa de SETE BILHÕES de pessoas, mas os cálculos mais otimistas indicam que menos, muito menos, que UM DÉCIMO POR CENTO (portanto, algo abaixo de 7 milhões de pessoas!) têm conhecimento razoável a respeito de como funciona o cérebro humano.

Vale dizer: além do seleto núcleo de cientistas responsáveis pelo desbravamento da seara cerebral, só uma pequena parcela da população mundial sabe, de forma concreta e racional, alguma coisa a respeito disso.

Para ser objetivo: em que pese todo o fantástico desenvolvimento do conhecimento humano, quando se trata do nosso cérebro, mais de noventa e nove por cento das pessoas, em todo o mundo, sabem quase nada sobre essa questão.

Mas o que isso tem a ver com o título deste artigo? Tudo a ver!

Com as descobertas científicas verificadas nos últimos trinta anos, está em curso uma verdadeira revolução quanto ao uso da nossa capacidade cerebral. E, com toda a certeza, essa revolução, tão silenciosa quanto pacífica, vai ditar novos rumos para o desenvolvimento de boa parte do comportamento humano. A começar pela aprendizagem infantil.

Mediante a utilização de equipamentos de última geração, cientistas de vários países em todos os continentes mapearam o cérebro humano de tal forma que hoje é possível saber (com certeza quase absoluta!) em que parte do cérebro está a área especifica para cada comportamento humano. Além disso, com o auxílio de exames como o de ressonância magnética funcional (RMF), a saúde dessas áreas é vasculhada em questão de minutos, o que possibilita diagnósticos precisos.

Assim, desde que não haja lesão irreparável (o que só um profissional médico pode definir e dimensionar!), essas áreas podem ser estimuladas de forma a desenvolver no indivíduo, mesmo que ele seja uma criança, a melhora das suas habilidades, tais como a de ler, a de falar, a de ouvir, a de escrever, a de desenhar, de andar, de processar informações, de assimilar ensinamentos e, por consequência, estruturar e acumular conhecimentos.

A título de exemplo, cito o caso do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, o qual desenvolveu interessante parceria com a Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – com o intuito de promover o desenvolvimento sensorial de bebês prematuros. Após dois anos de aplicação dessa prática, os resultados são espetaculares e confirmam plenamente os relatos da literatura científica mundial.

A música (de boa qualidade e em tom bem baixo!) reduz a frequência dos ciclos cerebrais, ou, em outras palavras, das ondas cerebrais. Assim, os hemisférios cerebrais trabalham de forma sincronizada e isso resulta no máximo aproveitamento da nossa vitalidade. A música não cura (como já se chegou a acreditar!), mas potencializa o efeito dos remédios, o que explica o menor tempo de recuperação de pacientes hospitalizados, como o caso dos bebês prematuros do Hospital Sofia Feldman e de muitos outros, mundo afora.

A música, se bem utilizada, ajuda a reduzir o tempo de internação dos prematuros, mas, também, pode ajudar (e muito!) a tornar crianças mais calmas, mais atenciosas, mais perceptivas da realidade do meio ambiente e, por consequência, da aprendizagem de uma forma geral.

"Se você tiver alguma dúvida a respeito, experimente colocar uma seleção musical (solos de violino, harpa, violão, piano, etc.), por, pelo menos duas horas, durante o sono (diurno ou noturno, não importa!) de uma criança agitada e nervosa. Faça isso durante três ou quatro dias e observe as mudanças."

Faça essa experiência e tenha em mente que a música ajuda a estimular apenas poucas áreas do cérebro. As demais formas de estimulação, fundamentais para o desenvolvimento da aprendizagem infantil, trataremos em outras oportunidades.

Enquanto isso, pense sobre o que leu aqui e, se possível, faça abaixo o seu comentário, inclusive para apresentar possíveis dúvidas a respeito. Terei muita satisfação em responder o seu questionamento.

Comments (1)

  • Jane Doe

    Jane Doe

    02 April 2012 at 10:49 |
    Cras auctor libero vitae sem vestibulum euismod. Nunc fermentum. Integer fermentum elit in tellus.

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